Pré-venda O amor merece uma chance

A partir de hoje meu novo livro “O amor merece uma chance” está em pré-venda na Amazon. O lançamento do livro digital será em 15/03/2017 e em breve o livro impresso também estará disponível.

Sinopse: Após perder a namorada em um trágico acidente, Roberto deixou a vida amorosa de lado para se dedicar apenas aos estudos. Era o último semestre de seu curso na faculdade quando ele se apaixonou por sua professora. Nada de anormal se ela não fosse sete anos mais velha do que ele. A mãe do rapaz não aceita o namoro e faz de tudo para estragar o romance. Mas o que ele não sabe é que o passado desta professora esconde um segredo que pode acabar de vez com o namoro.
Agora eles precisam enfrentar todos os preconceitos e ainda superar os fantasmas do passado.
Será que eles conseguirão superar todos os problemas para viver esse grande amor?
Uma discussão sobre a diferença de idade entre um casal e o preconceito. A luta para viver um grande amor enfrentando tudo e todos.

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Sérgio Fragoso - O amor merece uma chance

Sinopse: Após perder a namorada em um trágico acidente, Roberto deixou a vida amorosa de lado para se dedicar apenas aos estudos. Era o último semestre de seu curso na faculdade quando ele se apaixonou por sua professora. Nada de anormal se ela não fosse sete anos mais velha do que ele. A mãe do rapaz não aceita o namoro e faz de tudo para estragar o romance. Mas o que ele não sabe é que o passado desta professora esconde um segredo que pode acabar de vez com o namoro.
Agora eles precisam enfrentar todos os preconceitos e ainda superar os fantasmas do passado.
Será que eles conseguirão superar todos os problemas para viver esse grande amor?
Uma discussão sobre a diferença de idade entre um casal e o preconceito. A luta para viver um grande amor enfrentando tudo e todos.

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O sorteio será realizado no dia 31/01/2017 as 18:00h e o livro será enviado no endereço do ganhador(a) através dos Correios gratuitamente.

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Desejo ardente – primeiro capítulo

Young, happy and sexy cowgirl in western style

— Mocinha, já disse que não quero que minha filha fique para titia. Onde já se viu uma coisa dessas, você já está com vinte e cinco anos e ainda não tem um namorado. Logo meus amigos vão começar a falar mal de você — disse seu pai furioso.

— E o senhor acha que eu me importo com o que os outros vão falar? Eu estou sozinha até hoje porque preferi estudar primeiro. Também ainda não encontrei ninguém que esteja a minha altura. Que me atrai. Mas isso não quer dizer que ainda sou uma donzela.

Seu pai olhou com uma cara de espanto.

— Isso mesmo o que o senhor ouviu. Eu não sou mais uma menina virgem — disse Melissa irritada com a atitude de seu pai.

— Muito bem. Vou lhe dar um prazo de seis meses, se você não arranjar um namorado eu tiro o seu nome do meu testamento.

— Está bem. Se é assim que o senhor quer, assim vai ser — disse Melissa virando as costas e entrando em sua caminhonete.

Melissa saiu da fazenda de seu pai no interior do Mato Grosso para estudar em São Paulo, fez a graduação e mestrado e agora depois de muitos anos retornou para ajudar a administrar a fortuna de seu pai que tem milhares de cabeças de gado. No entanto ele não está satisfeito com a vida amorosa da filha, quer que ela arranje um marido a qualquer custo. Por outro lado Melissa sabe que não é a única herdeira e seu pai teria coragem de fazer o que disse. Melissa é filha única do primeiro casamento, mas depois que ficou viúvo ele casou-se novamente com uma mulher vinte anos mais nova e com ela tem uma menina de cinco anos. Melissa não seria louca de abrir mão da fortuna a qual tem direito. Daria um jeito nisso mesmo que precisasse inventar um namorado para apresentar ao seu pai.

Enquanto isso não muito longe dali…

Jorge despediu-se de seus pais e entrou na caminhonete rumo a capital, resolveria alguns negócios e retornaria em dois dias. Seus pais não queriam que ele começasse a viagem depois do anoitecer, mas em poucas horas estaria em seu destino e na segunda-feira pela manhã já estaria na capital.

Aproximadamente dez quilômetros depois de sair da sede da fazenda ainda em estrada de chão Jorge percebeu que havia algo de errado com a caminhonete, logo teve certeza que havia um pneu furado e encostou o veículo na beira da estrada. No local não havia iluminação e a lua estava em uma fase que não lhe ajudaria a enxergar o suficiente para trocar o pneu. Jorge ficou receoso por ficar ali no meio daquela escuridão e lembrou-se dos conselhos de seus pais para que não saísse viajar naquela hora. Ligou a luz de alerta e em seguida abriu o porta luvas e percebeu que sua lanterna de emergência havia ficado na fazenda. O que faria agora? No escuro, sozinho e sem sinal de celular.

Depois de aproximadamente dez minutos ele olhou no retrovisor e viu o farol de um veículo vindo naquela direção. Pensou em pedir ajuda, mas quem seria louco de parar naquele local escuro a fim de socorrer alguém e correr o risco de ser uma emboscada.

Para sua surpresa a caminhonete reduziu a velocidade e encostou logo atrás. Jorge desceu e assim que olhou os faróis ainda acessos ofuscaram a sua visão, mas ele pode ver que uma mulher descia da caminhonete.

Jorge ficou enfeitiçado por aquela linda mulher, cada passo que ela dava em sua direção fazia um calor percorrer por todo o seu corpo numa mistura de excitação e desejo.

— Parece que está precisando de ajuda? — perguntou ela.

— Sim. Um pneu traseiro furou e estou sem lanterna.

— Deixa eu me apresentar primeiro, meu nome é Melissa.

— Muito prazer Melissa. Eu sou o Jorge. Poderia usar seus faróis para que eu consiga trocar o pneu?

— Claro — disse ela com um sorriso malicioso olhando para aquele homem de corpo perfeito e um metro e noventa de pura gostosura.

Jorge pediu licença para tirar a camisa, pois a sujaria toda enquanto estivesse trocando o pneu.

— Fique à vontade — disse Melissa enquanto admirava aqueles músculos e aquele peitoral definido.

Jorge colocou o macaco e retirou o pneu furado e quando foi pegar o pneu reserva teve mais uma surpresa.

— Droga! Essa porcaria de estepe está quase vazio, deve estar com algum vazamento.

— O estepe da minha caminhonete não dá certo? — perguntou Melissa.

— Infelizmente não. Os modelos são bastante diferentes. Para piorar a borracharia mais próxima fica no mínimo a quinze quilômetros daqui.

— Quer uma carona até lá?

— Só seria útil se pudesse levar o pneu para consertar e depois me trazer até aqui novamente. Não posso deixar a caminhonete aqui a noite inteira.

— Tudo bem — disse ela.

Jorge colocou o pneu em cima da caminhonete de Melissa e depois usou uma garrafa de água mineral que estava em sua caminhonete para lavar as mãos. O esforço físico que ele havia feito foi o suficiente para que ficasse com o corpo transpirando.

— Droga. Como vou colocar minha camisa novamente todo suado desse jeito?

— Eu tenho uma toalha na caminhonete. Vou pegá-la.

Melissa pegou aquela toalha perfumada e começou a passar pelo corpo de Jorge sentindo cada centímetro fazendo com que ele ficasse completamente excitado.

— Acho que agora já posso vestir a camisa? — disse Jorge.

— Está tão bem assim, seu corpo é maravilhoso. É até um pecado esconder essa perfeição.

— Você também é uma mulher muito bonita, mas nem por isso está nua.

— É verdade, melhor seria se nós dois estivéssemos completamente nus.

— Vamos! Precisamos voltar logo — disse Robert.

Enquanto estavam a caminho da borracharia Melissa puxou assunto.

— Você mora por aqui? — perguntou Melissa.

— Sim. Meu pai tem uma fazenda aqui perto.

— Interessante. Meu pai também tem uma fazenda aqui — disse ela.

— Nunca via a moça por aqui — disse Jorge.

— Isso é perfeitamente normal. Eu saí daqui quando tinha dezessete anos para estudar e retornei há apenas um mês. Vou ajudar o meu pai a administrar a fazenda, isso é claro se ele não me deserdar antes.

— Como assim? — perguntou Jorge.

— Meu pai é da moda antiga. Acha que estou ficando muito velha e ainda não tenho namorado. Disse que se em seis meses eu não arranjar um namorado ele vai me deserdar.

— E uma moça bonita assim ainda não tem namorado, por quê?

— Simples. Eu ainda não havia encontrado alguém que me atraísse.

— Humm. Entendo.

Em poucos minutos os dois estavam na borracharia e depois de aproximadamente meia hora o pneu estava concertado.

— Você gostaria de dirigir no caminho de volta? — perguntou Melissa.

Jorge não hesitou e entrou na caminhonete e saiu dirigindo. Melissa então se aproximou dele e desabotoou alguns botões da camisa deixando ele completamente assustado.

— O que você está fazendo Melissa?

— Você fica muito melhor assim com a camisa aberta — disse ela passando a mão sobre seu peito deixando-o completamente excitado.

— Não deveria fazer isso — disse Jorge tentando se concentrar na estrada.

— Vejo que está gostando — disse ela descendo a mão sobre o volume que pressionava a calça jeans de Jorge.

Em seguida Melissa abriu o zíper da calça e retirou seu membro para fora mostrando sua ereção. Ela então se abaixou e abocanhou fazendo com que Jorge desse um gemido de prazer. Ela fazia aquilo como jamais alguma mulher havia feito. Antes que batesse o carro ele encostou e desligou o veículo deixando apenas os faróis acessos. Melissa enfiava seu membro quase por completo na boca fazendo com que Jorge ficasse a um passo de atingir o orgasmo. Quando ele estava quase lá Melissa parou e olhou para ele com um olhar de malícia.

— Gostou? — perguntou ela.

— Adorei, mas não deveria ter feito isso, não sou de ferro.

— Eu sei — disse ela e em seguida abriu o porta-luvas e retirou um pacote de preservativos e rasgando a embalagem começou a deslizar sobre a extensão do membro de Jorge. Depois ela empurrou o banco do passageiro um pouco para trás e inclinou o encosto ficando quase que completamente deitada e olhou para Jorge.

Jorge estava a ponto de cometer uma loucura transando com uma mulher que acabara de conhecer, mas não resistiria a uma cena daquelas. Apesar de não dizer uma palavra Jorge sabia muito bem o que Melissa queria. Passando rapidamente para o lado do carona colocou seu corpo sobre Melissa e com a ajuda dela suspendeu a saia deixando a calcinha à mostra. Jorge simplesmente afastou as pernas de Melissa e arredando a calcinha a penetrou subitamente fazendo-a suspirar de prazer.

— Nossa! Que selvagem você é! — disse ela enquanto abria a blusa e deixava seus seios à mostra.

Jorge os abocanhou imediatamente e enquanto chupava ambos os seios ele mantinha estocadas firmes penetrando-a completamente. Melissa cravou as unhas em suas costas e chegando ao orgasmo deixou seu corpo cair sobre o banco do carro. Em seguida Jorge chegou ao orgasmo preenchendo-a com aquele líquido quente levando-a ao êxtase do prazer.

— Você é louca Melissa.

— Você acha? Essa foi a melhor foda que tive em toda a minha vida. Você me comeu como um animal selvagem, foi muito excitante.

— Eu não deveria ter feito isso.

— Por acaso você é casado ou tem uma namorada?

— Não, nada disso.

— Então por que não deveria?

— Acabei de lhe conhecer, me ofereceu ajuda e de repente me entregou seu corpo inteiro. O que é isso? Você é alguém que sai por aí para seduzir homens durante a noite, por isso tinha os preservativos no porta luvas?

— Seu bobinho. Não é nada disso. Havia quase um ano que eu não sabia o que era sentir um homem dentro de mim. Quanto aos preservativos é apenas por precaução. Nunca sabemos quando um homem gostoso como você irá cruzar nosso caminho — dizendo isso ela lhe beijou e inflamou os corpos novamente.

— Quero mais — disse ela com um sorriso malicioso.

Jorge trocou o preservativo e a penetrou novamente. Aquela mulher o deixava maluco de desejo apenas com o olhar. Jamais havia sentido algo parecido por outra mulher. Era quente como o fogo e em poucos minutos chegaram ao orgasmo novamente.

Jorge retornou para seu lugar e Melissa ficou ali seminua com as marcas do sexo.

— Uau! Isso foi maravilhoso — disse ela enquanto ajeitava a saia e depois começou a arrumar os seios dentro do sutiã e a fechar a blusa.

Jorge ligou o veículo e em poucos minutos os dois estavam de volta onde a caminhonete de Jorge havia ficado. Ele tirou a camisa novamente e colocou o pneu no lugar apertando os parafusos, depois guardou o macaco e lavou as mãos. Melissa apenas observava e então se aproximou.

— Você fica muito sexy sem camisa e isso me excita muito. Olhe como estou molhadinha — disse Melissa pegando a mão de Jorge e levando para debaixo da saia.

— Ainda tem um preservativo, não é? — perguntou ele.

Sem demoras Melissa abriu a porta do veículo e lhe entregou a embalagem. Jorge colocou o preservativo e erguendo a saia a penetrou ali mesmo escorada no veículo. Melissa entrelaçou as pernas por trás de Jorge que a segurou com firmeza a penetrando profundamente. Enquanto fodia sua boceta beijava aqueles lábios que eram doces como o mel. Dando mais uma estocada firme Jorge chegou ao orgasmo com o corpo mais suado do que anteriormente.

— Você é uma máquina de fazer sexo — disse Melissa já totalmente recomposta.

— E você é insaciável. Uma louca se entregando desse jeito a um desconhecido — disse Jorge enquanto vestia a camisa.

— Imagina o que faríamos se estivéssemos entre quatro paredes? Desse jeito já foi ótimo, imagina se fosse em cima de uma cama confortável?

— Foi muito bom. Mas agora preciso continuar a minha viagem, obrigado por tudo, se me der licença.

— Para onde está indo?

— Para a capital resolver alguns negócios.

— Posso ir com você?

— Você é louca. Esqueceu que tem o seu veículo?

— Deixo o carro na casa de uma amiga aqui perto.

Jorge não sabia qual era a intenção de Melissa, mas lhe agradava a ideia de passar duas noites com ela.

— Tudo bem — disse ele concordando e imaginando no que aquela loucura iria acabar.

Jorge a seguiu por alguns quilômetros até chegar à sede de uma fazenda que ficava próxima da estrada. Melissa desceu da caminhonete e conversou com sua amiga enquanto Jorge a aguardava com o motor da caminhonete ligado.

Três horas mais tarde Jorge encostou o veículo no estacionamento de um dos hotéis mais luxuosos de Cuiabá. Foi até a recepção e pediu a sua reserva.

— Boa noite senhor Jorge. Precisa de mais um quarto ou a senhorita irá acompanhá-lo? — Perguntou o recepcionista que já conhecia Jorge de outras oportunidades.

Jorge sempre ficava em uma suíte com cama de casal, mas jamais havia ficado naquele hotel com uma mulher. Ele olhou para Melissa e não teve dúvida. Pediu para que o nome dela fosse incluído no mesmo quarto.

Os dois subiram ao apartamento fingindo ser um casal de namorados ou até mesmo marido e mulher.

Jorge trancou a porta e disse.

— Devo estar enlouquecendo, primeiro transei com uma desconhecida e agora vou dormir no mesmo quarto que ela.

— Você poderia ter pedido outro quarto para mim, mas preferiu que eu ficasse aqui. E sei que não é por questão de economia.

— Sei disso. Por isso eu digo que estou enlouquecendo. E é você que está fazendo isso comigo.

— Você fica aqui na capital até quando?

— Dois dias — respondeu Jorge.

— Então você precisará comprar algumas roupas para mim. Estou apenas com a roupa do corpo. Não estava preparada para viajar.

— Certo. Amanhã nós vemos isso, mas agora seria bom tomar um banho para relaxar — disse Jorge.

— Perfeito — disse Melissa e em seguida começou a se despir ficando completamente nua na frente de Jorge.

Jorge ficou de queixo caído com a atitude de Melissa.

— O que foi? Você já me penetrou três vezes, não me diga que está sem graça por me ver nua em sua frente?

— De maneira alguma, mas não deveria fazer isso. Não temos mais preservativos.

— Sem problemas. Acho que por hoje chega de sexo, amanhã você compra mais alguns preservativos. Agora venha, vamos tomar banho juntos.

Já dentro do banheiro Jorge começou a tirar a roupa e quando finalmente tirou a cueca Melissa viu que ele estava com o membro ereto e latejante de tanta excitação.

— Uau! Isso precisa de um cuidado, ou você ficará com as bolas doloridas.

Dizendo isso Melissa se abaixou e abocanhou o membro de Jorge chupando com intensidade. Ela fazia aquilo de uma maneira que o levava ao êxtase do prazer e em poucos minutos quando ele estava próximo de atingir o orgasmo Melissa retirou o pênis da boca deixando que o todo o líquido fosse lançado sobre seus seios. Em seguida os dois tomaram banho e como Melissa não tinha roupas limpas ela vestiu apenas a calcinha que usava anteriormente.

Jorge abriu o frigobar e procurou algo para que os dois pudessem comer antes de dormir. Afinal depois de uma maratona de orgasmos os dois estavam famintos. Depois de se alimentarem os dois dormiram juntos na única cama de casal que existia na suíte.

A vizinha dos sonhos – primeiro capítulo

Beautiful blonde in a sexy red lingerie

Harry carregava sua mala através do corredor e depois de caminhar aproximadamente vinte passos parou em frente à porta de seu novo apartamento. Colocou a chave na fechadura e quando estava na eminência de girar a chave ouviu a porta à suas costas se abrindo. Sentiu um cheiro adocicado de perfume estonteante e quando olhou para trás viu aquela linda mulher que como num passe de mágica fez o seu corpo incendiar.

Ela usava um vestido que ficava um pouco acima da altura dos joelhos e a cintura absolutamente perfeita se desenhava até encontrar seus seios exuberantes que estavam parcialmente descobertos pelo decote do vestido. Os lábios delicados cobertos por um batom vermelho cor de sangue e aqueles lindos olhos azuis que iluminavam um rosto delicado com seus cabelos loiros caindo sobre os ombros. Harry estava hipnotizado com o que via e ficou ali parado quase babando com a boca entreaberta.

— Olá! Você será meu novo vizinho? — perguntou ela.

Harry ainda estava paralisado e não acreditava que aquela linda mulher estava lhe dirigindo a palavra.

— Desculpe-me. Sim. Vou morar aqui por algum tempo. Permita me apresentar, meu nome é Harry — disse ele ainda meio que desestabilizado.

— Seja bem-vindo. Meu nome é Samantha.

— Prazer em conhecê-la Samantha.

— O prazer é todo meu, outra hora a gente conversa, agora eu preciso ir — disse ela com aquela boca maravilhosa e então caminhou até o elevador enquanto Harry a devorava olhando para sua bunda onde era possível ver perfeitamente a marca que a calcinha fio dental deixava em seu vestido.

Harry abriu a porta do apartamento e deixando a mala no chão correu para o banheiro para se masturbar. Ele ainda era virgem e ver uma cena daquelas não passaria sem consequências, precisava daquilo para aliviar o seu desejo.

Ainda com a imagem de Samantha em sua mente, Harry abriu a janela do apartamento e respirou um pouco de ar puro. Em seguida organizou suas roupas e tudo mais o que precisa, não teve muito serviço porque o apartamento estava todo mobiliado e bastante organizado.

Harry mudou-se para aquele apartamento para ficar mais próximo da universidade. Depois de pesquisarem bastante, seus pais alugaram o apartamento e acreditavam que ele estaria seguro ali naquele prédio. Passaria o dia estudando, se alimentaria no local mais apropriado e dormiria todas as noites em um apartamento seguro, longe de drogas, das más amizades e das prostitutas. Porém, eles não imaginavam o quanto estavam errados, pelo menos em parte.

Naquela tarde Harry estava deitado no sofá assistindo a TV, quando escutou a porta da frente se abrir ele foi correndo no olho mágico da porta para ver Samantha mais uma vez. Ela estava terminando de fechar a porta, mas o cheiro do seu perfume entrou por baixo da porta e invadiu o apartamento dele.

Harry abriu a porta e observou se o corredor estava vazio. Silenciosamente caminhou até a porta do apartamento de Samantha e se abaixou para olhar pelo buraco da fechadura. Para sua sorte a chave estava fora do buraco e então ele pode ver que ela começava a se despir ali mesmo na sala tirando os sapatos e as meias e jogando num canto. Harry enlouqueceu de desejo, ainda mais quando percebeu que Samantha tiraria toda a roupa.

Samantha tirou o vestido num gesto de sedução como se estivesse fazendo um strip-tease ou como se soubesse que alguém estava a observando. Em seguida desabotoou o sutiã de renda deixando aqueles seios maravilhosos de bicos rosados apontando para cima como se estivessem na anciã de serem abocanhados por um homem faminto por sexo. Logo após deixá-lo sobre o sofá tirou a calcinha fio dental vermelha que usava e jogou-a ao chão deixando Harry com vontade de arrancar aquela porta e fazer sexo como um selvagem jogando Samantha no tapete da sala e transando com ela ali mesmo.

O suor molhava a roupa de Harry e o medo de que alguém o vise espiando pela fechadura quase o fez voltar para seu apartamento, mas quando ele viu que Samantha saiu andando com aquele lindo traseiro em direção ao banheiro e deixou a porta aberta para tomar banho, então ele não conseguiu desgrudar o olho daquela fechadura. Mesmo que fosse expulso do prédio, mesmo que seus pais soubessem o motivo, mesmo assim aquilo teria valido a pena mais do que qualquer coisa que viesse a acontecer e qualquer castigo que lhe fosse aplicado.

A porta do banheiro ficava perfeitamente na direção da porta de entrada do apartamento e o banheiro não tinha box. Samantha abriu o chuveiro e entrou debaixo da água e depois ensaboou todo o corpo acariciando os seios e depois sua parte íntima fechando os olhos como se estivesse sentindo prazer ao ser tocada por ela mesma. Harry estava quase explodindo de tesão. Samantha então terminou o banho e enrolou-se numa toalha e saindo do banheiro foi para o quarto e então ele a perdeu de vista. Aguardou mais alguns minutos, mas ela retornou já totalmente vestida, então ele voltou para seu apartamento e foi se aliviar mais uma vez.

***************

Na manhã seguinte era o primeiro dia de aula de Harry na Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele foi um dos primeiros a chegar e em poucos minutos a sala onde seria a aula inaugural estava quase lotada. Havia uma cadeira vazia a seu lado e de repente entrou pela porta a mulher que quase o enlouquecera de desejo no dia anterior. Samantha estava mais decentemente vestida e usava óculos de leitura o que dava a ela um ar de intelectual, nada comparado a estonteante e sedutora mulher do dia anterior, mesmo assim Harry não conseguia tirar da mente as imagens que tinha daquele corpo completamente nu. Tentou disfarçar, não queria que ela desconfiasse de alguma coisa.

Samantha sentou-se a seu lado e o cumprimentou.

— Olá, como vai? — Não sabia que seriamos colegas de turma.

— Oi. Tudo bem — é muita coincidência mesmo, moramos no mesmo prédio, nos conhecemos ontem e agora vamos estudar juntos.

— Sim, é muita coincidência. Como você vê minha idade não é compatível com a idade do resto da turma, mas depois de várias tentativas frustradas agora eu vou concluir esse curso. Comecei duas vezes e desisti logo no início, mas agora vou até o fim, aconteça o que acontecer.

— Lhe desejo boa sorte desta vez.

— Obrigada! Se precisar de minha ajuda para alguma coisa é só falar — disse ela com aquele sorriso sedutor e aqueles lábios que ele desejava beijar.

Harry tinha apenas dezoito anos e ele já havia percebido que Samantha tinha um pouco mais de idade, vinte anos, vinte e um anos talvez, mas ele não se atreveu a perguntar.

Naquela noite Harry estava em seu apartamento olhando alguns livros e analisando o conteúdo das disciplinas do curso. Eram por volta das vinte horas quando ele ouviu a porta do apartamento de Samantha se abrir e olhou através do olho mágico da porta e viu que mais uma vez ela estava vestida excessivamente sedutora e perfumada e estava de saída.

Harry ficou pensativo. Aonde ela iria vestida daquele jeito? Samantha seria uma garota de programa? Isso poderia explicar muita coisa — pensou ele.

Eram aproximadamente vinte e três horas quando Samantha retornou e Harry preparava-se para dormir. Ele aguardou até que ela fechasse a porta e então saiu no corredor, sempre tomando muito cuidado para que ninguém percebesse sua intenção. Mais uma vez se aproximou da fechadura e olhou pelo buraco. Ou Samantha tinha o costume de deixar a chave fora da porta, ou realmente a porta estaria aberta — pensou ele.

Samantha colocou a bolsa em cima do sofá e em seguida começou a se despir. Desta vez mais rapidamente e ficou completamente nua em alguns segundos, em seguida entrou no banheiro e fechou a porta. Depois de alguns minutos saiu completamente nua e foi em direção à porta de entrada. Harry correu e entrou em seu apartamento e então escutou Samantha colocando a chave e fechando a porta do apartamento. Definitivamente a porta estava apenas encostada.

Harry desejava loucamente aquela mulher, mas sabia que a possibilidade de transar com ela seria o mesmo que o impossível multiplicado por um bilhão de vezes. Jamais uma garota linda como aquela lhe daria bola. Ele então deitou na cama e ao adormecer sonhou que havia passado a noite no apartamento de Samantha e os dois haviam feito sexo pela primeira vez. Ao acordar percebeu que estava com a cueca toda manchada.

Os dias se passaram e Samantha passou a ser sua melhor amiga na universidade, apesar de que Harry queria ser um pouco mais íntimo, eles estudavam juntos e lanchavam juntos algumas vezes. A única coisa que intrigava Harry era a maneira de Samantha se vestir. Totalmente comportada na universidade e extremamente sexy quando saia de casa para outros lugares. Ela não comentava nada sobre aquilo, pois sabia que Harry tinha conhecimento de suas duas personalidades e ele também não tinha coragem de perguntar nada a ela.

Em uma noite que os dois estavam livres combinaram de se reunir para estudar no apartamento de Samantha. Conforme combinado, às dezenove horas Harry bateu na porta do apartamento, logo em seguida ela a abriu e convidou-o para entrar.

Samantha usava uma roupa despojada, uma blusa branca com a gola caída em um dos ombros mostrando a alça do sutiã branco e uma minissaia cor de rosa mostrando perfeitamente as coxas que Harry ainda não havia visto. Ela perguntou se ele bebia algo e respondeu que apenas refrigerante. Samantha então foi à geladeira e abaixou-se para pegar a garrafa empinando a bunda e mostrando quase toda a calcinha branca fio dental que usava. Harry suou frio, mas tentou parecer que tudo estava absolutamente normal.

— Nossa! Você está suando e nem está tão calor assim. Está se sentindo bem? — disse Samantha ao retornar com o refrigerante.

— Sim, estou bem. É que eu costumo suar até mesmo em dias mais frescos como hoje.

Samantha serviu o refrigerante com uma pedra de gelo em cada copo e depois eles começaram a estudar. Mais tarde os dois estavam sentados no sofá frente a frente e faziam perguntas um ao outro para ver qual era o grau de conhecimento de cada um sobre o assunto. Apesar da saia curta, Harry conseguia ver apenas aquelas coxas deliciosas que se estivessem afastadas poderiam levar qualquer homem a cometer uma loucura. Então em um gesto simples Samantha cruzou as pernas mostrando o caminho da perdição e deixando Harry alucinado de desejo. Ele já não conseguia esconder sua ereção por sob a calça e como já era tarde se despediu e foi para o seu apartamento.

Ficou com vergonha, pois talvez Samantha tivesse percebido sua excitação, mas qualquer homem no lugar dele teria ficado na mesma situação.

***************

Na universidade estava tudo normal. Harry tirava boas notas e Samantha não o enlouquecia de desejo como fazia fora dali. Ele não queria Samantha como namorada, a única coisa que sentia por ela era atração física, mas se ela desse ao menos uma chance ele aproveitaria com toda a certeza deste mundo.

Passaram algumas semanas e Harry continuava com o costume de espiar Samantha nua através do buraco da fechadura. Nem sempre tinha a mesma sorte, algumas vezes a chave o impedia de olhar pela fechadura. Também houve um dia em que quase foi pego em flagrante por outro morador do prédio. Mesmo assim ele ainda arriscava. Ter a oportunidade de ver uma mulher nua era muito melhor do que os filmes pornôs que ele estava acostumado a assistir.

Era um domingo à noite por volta das vinte e duas horas, quando Harry ouviu Samantha caminhando pelo corredor e depois entrando em seu apartamento. Como de costume ele aguardou até que ela fechasse a porta e cuidadosamente se aproximou da fechadura e olhou pelo buraco que estava livre outra vez. Samantha tirou o vestido e deixou no quarto e veio caminhando em direção à sala apenas de calcinha. De repente ela desapareceu de sua visão e antes que ele percebesse a porta se abriu e ele caiu aos pés de Samantha que estava verificando se a porta estava fechada antes de ir tomar banho.

— Harry! O que você estava fazendo aqui encostado em minha porta?

Ele pensou em negar, inventar alguma desculpa como dizer que estava apenas encostado na porta, mas era melhor dizer a verdade.

— Desculpe Samantha. Eu não resisti à tentação e estava olhando pela fechadura.

— Então quer dizer que você estava me espiando e queria me ver nua?

— Por favor, Samantha, não conte isso ao síndico ou serei expulso do prédio. Meus pais me matariam.

— Levante, deixa-me fechar a porta.

Harry ficou de pé e Samantha estava apenas de calcinha em sua frente.

— O que está olhando? — Parece que nunca viu uma mulher seminua antes?

Harry fez que não com a cabeça.

— Não precisa se preocupar, você é meu amigo e não vou contar isso a ninguém. Mas quero que prometa uma coisa para mim. Imagino que você já desconfia de minha vida dupla?

— Do que você está falando Samantha? — perguntou ele se fazendo de desentendido.

— Talvez você não saiba exatamente, mas desconfia. Eu sou garota de programa nas horas vagas. Faço isso para conseguir me manter na universidade, mas não quero que ninguém fique sabendo. Como você mora aqui no prédio é impossível esconder isso de você.

Harry não ficou tão chocado, pois realmente ele já suspeitava disso.

— Prometo que não vou contar para ninguém — disse ele sem conseguir desviar os olhos daqueles lindos seios.

— Ótimo! Mas voltando ao início da nossa conversa, você disse que nunca viu uma mulher nua, isso é verdade?

— Sim. Apenas em revistas e agora olhando pela fechadura.

— Mas eu não estou nua?

— Exato, mas as outras vezes você ficou completamente nua.

— Quer dizer que você está me espiando pela fechadura faz algum tempo?

— Desde o dia em que lhe conheci, naquela mesma noite olhei pela fechadura e você estava tirando a roupa.

— Se você nunca viu uma mulher nua isso quer dizer que você ainda é virgem?

Harry confirmou com a cabeça, mas ficou bastante envergonhado com a situação.

— Sente-se aí, vou tomar um banho depois a gente continua a conversa.

Samantha saiu e foi diretamente para o banheiro, mas trancou a porta. Depois de aproximadamente dez minutos saiu enrolada na toalha e entrou no quarto. Harry ficou ali parado ainda envergonhado e não pensou em espiá-la novamente. Depois de uns cinco minutos, Samantha retornou usando uma camisola e sentou no sofá ao lado dele.

— Então você é virgem e estava me espiando pela fechadura todo esse tempo?

— Sim. Fiquei encantado por seu corpo quando a vi naquele dia em que cheguei ao prédio. Ainda naquela noite olhei pela fechadura e você estava tirando toda a roupa. Não consegui mais parar de olhar.

— Então você me deseja, gostaria de transar comigo?

— Sim — a palavra saiu com o tom bem baixo, mas Samantha ouviu perfeitamente.

— Vamos fazer um acordo. Eu tiro a sua virgindade e nós dois continuamos sendo amigos e não conto a ninguém que você ainda era virgem apesar de ter dezoito anos, e você não conta a ninguém que eu sou garota de programa nas horas vagas.

— Mas eu não posso gastar meu dinheiro com prostitutas. Ops. Desculpa Samantha, não foi isso que eu quis dizer.

— Não tem problema. Não ligo para isso. E não se preocupe, você é meu amigo, não vou lhe cobrar nada por meu serviço.

Em seguida Samantha tirou a camisola e ficou apenas com a calcinha toda rendada que estava usando.

— Então, o que você acha disso?

— Você é linda Samantha.

— Vamos fazer um pouco de cada vez. Hoje você vai começar pelos meus seios. Venha cá — disse ela oferecendo o seio direito que Harry abocanhou imediatamente.

— Isso. Vejo que não preciso lhe ensinar como fazer isso, os homens agem por instinto, quando veem uns peitos logo querem chupá-los, e você está fazendo direitinho. Só tome cuidado para não morder os mamilos.

Harry sugava os mamilos com todo o seu desejo, enquanto sugava um acariciava o outro com a mão, depois mudava para o outro seio e fez isso por aproximadamente quinze minutos. Ele sabia que existia algo muito mais gostoso do que aquilo, mas apenas isso já foi o suficiente para que ele ficasse com a roupa toda manchada.

— Pronto, por hoje é isso — disse Samantha afastando os seios.

— Isso foi muito gostoso. Eu passaria a noite inteira me deliciando com seus seios — falou Harry.

— Tenho certeza que sim, também gostei muito, fiquei toda molhadinha. Olha só — disse ela abrindo as pernas e mostrando a umidade da calcinha por sobre o seu sexo.

Ainda bem que por hoje é só isso — pensou Harry, pois já havia gozado em sua cueca de tanto tesão.

— Qualquer dia desses lhe chamo para que continuemos o nosso trabalho — disse ela enquanto vestia a camisola novamente.

— Tudo bem. Obrigado por tudo Samantha. Boa noite.

— Boa noite querido — disse ela dando um beijo em seu rosto com aquele sorriso sedutor.

Harry voltou para o seu apartamento e foi tomar um banho, depois foi dormir. Se é que conseguiria depois do que aconteceu e mais ainda por causa do que poderia acontecer nos próximos dias.

***************

Na manhã seguinte Harry acordou atrasado e quando chegou à universidade Samantha já estava lá. Ele sentou ao lado dela e apesar do que havia acontecido na noite anterior tudo parecia como antes. Também não poderia ser diferente, conforme combinado os dois continuavam a serem apenas amigos. No fundo isso era bom, mas ele não poderia contar para nenhum de seus amigos que estava prestes a transar com a moça mais linda da turma.

Samantha não queria que Harry fosse pego espiando através de sua fechadura. Então fez um novo acordo com ele. Quando ele estivesse com vontade bastava bater na porta que ela abriria e então ele poderia vê-la nua, tomando banho e trocando de roupa. Ela sabia que poderia confiar nele.

Na quarta-feira Harry bateu em sua porta e Samantha o atendeu. Ela disse que tinha um compromisso naquela noite e não poderia continuar com o que eles haviam começado, mas que ele poderia ficar ali a observando o quanto quisesse.

Como de costume ela tirou toda a roupa na sala e jogou a calcinha sobre ele que a pegou na mão e a cheirou com intensidade. Na sequência ela saiu andando e entrou no banho deixando a porta aberta. Harry levantou-se e ficou parado na moldura da porta a observando enquanto tomava banho. Sua vontade era de entrar naquele banheiro e fazer tudo o que passava por sua cabeça, mas Samantha deu sua palavra, ele só precisava ter um pouco de paciência para esperar o momento certo.

Ela saiu do banho completamente nua depois de secar o corpo, foi para o quarto e se maquiou e se perfumou em frente ao espelho, depois vestiu um fio dental vermelho e um sutiã de renda. Em seguida colocou um vestido sedutor e calçou os sapatos de salto alto.

— Então, o que você acha disso Harry? — disse ela mostrando sua beleza estonteante.

— Eu pagaria o valor que você pedisse para poder transar com você, isso se eu tivesse condições.

— Já disse que não precisa pagar nada, você vai ter tudo isso aqui, é só uma questão de tempo — disse ela insinuando o seu corpo.

— Agora eu tenho compromisso, mas prometo que amanhã continuo aquilo que começamos outro dia.

Harry voltou para seu apartamento e Samantha saiu para vender o corpo. Ele não queria nada mais do que apenas sexo, mas o fato de saber que outros homens a possuíam o deixava com uma pontinha de ciúmes.

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Primeiro capítulo – Quando eu te conheci

Couple hugging and kissing outdoors

Nicholas Rarsom se preparava para as festas daquele final de ano, e naquela tarde de domingo saiu andando pela cidade à procura de presentes para seus pais e seu sobrinho Henry. Estacionou seu carro em uma rua no centro da cidade e caminhava olhando as vitrines, pensando em algo que pudesse agradar sua mãe; não que ela fosse exigente demais, na verdade, não se importava com detalhes, mas Nicholas não queria dar a ela algo que não tivesse utilidade alguma, como aqueles objetos de decoração, que ela não tinha nem mais espaço para colocá-los. Quando ele estava caminhando pensou ter visto logo a sua frente uma pessoa que o remeteu a um passado distante. Apertou um pouco o passo e teve certeza de que era Kate, a mesma menina por quem ele havia se apaixonado ainda no colegial. Agora era uma mulher, linda, com seus cabelos ruivos caídos nos ombros e pele clara.

Nicholas chamou-a pelo nome, mas ela não ouviu, gritou duas vezes, e não apenas ela, mas todos os que estavam por perto olharam para ele. Apesar disso ela se virou e continuou a caminhar acreditando que aquilo não era com ela, foi então que ele correu e a alcançou tocando em seu braço. Quando ela se virou Nicholas viu novamente o brilho daqueles olhos castanhos o evolverem em um mar de lembranças.

— Kate! Não se lembra de mim? — perguntou Nicholas.

— Desculpe moço, deve haver algum engano. Eu me chamo Chloe. Deve estar me confundindo com alguém, eu não o conheço.

Nicholas ficou confuso, não poderia ter se enganado daquele jeito. A última vez que viu Kate ela estava com doze anos, e agora deveria estar com vinte e dois; a fisionomia era a mesma, só o corpo que agora era de mulher. E que mulher linda.

— Impossível. Você é a cara da Kate — disse ele com toda convicção possível.

— Se não acredita, olhe meu documento — disse ela mostrando seu documento que estava na bolsa.

Nicholas olhou e viu que ela dizia a verdade, seu nome era Chloe, mas isso não o deixou totalmente satisfeito.

— Suponho então que você tem uma irmã gêmea? Só pode ser isso.

— Não, moço. Sou filha única e, como já disse, não conheço nenhuma Kate — disse ela, já bastante irritada.

— Tudo bem, se acalme. Está bastante frio, podemos conversar um pouco em um local mais quente? — perguntou ele.

— Está bem, mas não tenho muito tempo a perder.

Nicholas e Chloe entraram no café que ficava mais próximo e sentaram-se à mesa para conversar.

— Prazer, meu nome é Nicholas Rarsom, estudei com você, ou melhor, com uma garota que era idêntica a você. Ainda não estou acreditando que você não é a Kate. Diga-me, onde nasceu?

— Nasci aqui mesmo, em Los Angeles, nunca morei em outro lugar que não fosse aqui. Meu nome é Chloe, portanto, não sou a garota que você procura — disse ela.

— Você nunca morou em São Francisco?

— Foi o que acabei de dizer. Nunca, já estive lá apenas a trabalho, mas isso foi no ano passado. Já disse, você deve estar me confundindo com alguém. Quantos anos tinha esta garota quando a viu pela última vez?

— Doze anos, eu estava dois anos à frente dela no colégio e sempre tive um sentimento inexplicável por aquela menina, mas a diferença de idade impediu que eu me aproximasse dela. Eu continuei naquele colégio, mas Kate ficou lá apenas naquele ano, depois disso nunca mais a vi. Quando lhe vi pensei que eu tinha a encontrado novamente.

— Em que ano aconteceu isso? — perguntou Chloe.

— Dez anos atrás, hoje Kate deve estar com vinte e dois anos.

— Esta também é minha idade, mas isso não passa de uma simples coincidência. Já imaginou quantas pessoas nasceram no mesmo ano que eu?

— Sei disso, mas o que me impressiona é a sua semelhança com Kate. Ainda não consigo acreditar que não estou olhando para ela.

— Muito bem, a conversa está boa, mas agora preciso ir, tenho compromissos para resolver.

— Você pode me deixar o seu número de celular? — disse Nicholas.

— Qual é a sua intenção? Já disse que não sou essa tal de Kate que você conheceu na adolescência — disse Chloe, parecendo irritada novamente.

— Sei que você está falando a verdade, mas em outra oportunidade gostaria de continuar essa conversa.

— Já percebi que não vai me deixar em paz se não lhe der esse número. Anote o número em seu smartphone — disse Chloe.

Depois de salvar o contato e conferir que Chloe havia lhe passado o número correto, os dois se despediram e Nicholas foi ao shopping para terminar de fazer as compras para o Natal.

 Enquanto Nicholas fazia as compras, ficou pensando:

“Como poderia existir alguém tão parecida com Kate. Será que ele poderia estar enganado, afinal já haviam se passado dez anos, e a fisionomia dela poderia não ser igual à de Chloe. A única lembrança que ele tinha era a que estava em sua memória, talvez ele realmente estivesse enganado.”

Ao chegar em casa Nicholas colocou os presentes próximos à árvore de natal que estava na sala, como sempre sua mãe caprichava na decoração. Nicholas sempre dizia que era a árvore mais bonita do bairro, e sua mãe ficava toda orgulhosa.

A mãe de Nicholas se chamava Ellen e cuidava apenas da casa, sempre se dedicou aos filhos e ao marido e, por isso mesmo, os conhecia melhor do que ninguém e percebeu que seu filho estava estranho.

— Aconteceu alguma coisa, Nicholas?

— Não mãe, não aconteceu nada demais. Porém, uma coisa me deixou bastante intrigado.

— Então me diga o que é.

— Podem existir pessoas completamente parecidas sem que elas sejam irmãs ou no mínimo parentes?

— Existem algumas pessoas que têm semelhança mesmo não tendo nenhum grau de parentesco, mas completamente parecidas eu acho difícil. Mas por que essa pergunta?

— Hoje, quando estava andando por aí à procura de presentes, encontrei uma moça e poderia jurar que era Kate, uma menina que estudou no mesmo colégio que eu dez anos atrás, ainda em São Francisco. Mas, quando me aproximei, ela me disse que se chamava Chloe, que não me conhecia e que nunca morou em São Francisco. Ela mostrou-me o documento, então sei que ela me disse a verdade.

— Talvez você tenha se enganado, meu filho, afinal se passaram dez anos e você nunca mais viu essa garota.

— Talvez, realmente faz dez anos que não a vejo, mas mesmo assim algo me deixou inquieto. Eu tinha uma queda pela Kate, mas nunca assumi isso por achar que ela era muito jovem para mim. Hoje, quando encontrei esta moça, senti a mesma coisa que eu sentia quando olhava para Kate; então, depois descobri que ela era a Chloe.

— Meu filho, talvez seu subconsciente lhe traiu, você queria muito ver esta garota novamente e pensou que fosse esta moça. Você lembra qual era o sobrenome dela?

— Da Kate?

— Sim.

— Não mãe, não me lembro.

— Se soubesse o sobrenome dela poderia descobrir se realmente elas não são parentes.

—————

Ainda faltavam cinco dias para o Natal, naquele domingo a família estaria reunida. Sua irmã Lauren, seu cunhado James e seu sobrinho Henry almoçariam em sua casa. Logo pela manhã seu pai Robert temperou um suculento pedaço de carne e o deixou pronto para ir ao forno, era sua especialidade. Não era almoço de família se ele não preparasse a carne.

Por volta das dez da manhã o carro parou em frente ao jardim e Lauren desceu do carro pegando Henry, que estava na cadeirinha no banco traseiro. Como sempre ela estava sorridente, e agora ainda mais, pois Henry havia acabado de aprender a andar.

— Olá minha irmã, como vai?

— Tudo bem, e você, como está?

— Ótimo. E meu sobrinho querido, já está correndo por aí — disse Nicholas, pegando Henry em seu colo.

— Olá James, tudo bem. Logo vocês já podem arranjar outra criança — disse Nicholas.

— Não vamos exagerar, quando Henry tiver uns três anos quem sabe, mas por enquanto vamos dar um tempo. Você é que precisa arranjar uma namorada. Já terminou a faculdade e já tem um ótimo emprego, ou pretende continuar a vida inteira solteiro?

— Não, nem penso nisso. Ainda não encontrei a garota certa, ou melhor, talvez eu já tenha a encontrado, mas não dei a importância necessária — disse Nicholas se referindo a Kate, a menina por quem ele se apaixonou no colégio.

Como sempre o almoço estava muito bom e a carne muito bem preparada. Depois que todos almoçaram e sentaram-se na varanda, Nicholas puxou o assunto com sua irmã Lauren.

— Lauren, você tem lembranças daquela menina que eu gostava quando estávamos no colégio?

— A menina ruiva? — perguntou ela.

— Sim, essa mesma. Ontem eu estava andando por aí e encontrei uma moça que eu poderia jurar que era a Kate, mas quando me aproximei descobri que era outra pessoa. No entanto, quando a vi senti a mesma coisa que estivesse olhando para Kate.

— Não é irmã gêmea dela?

— Não, ela me garantiu que não tem irmã e que nunca morou em São Francisco.

— Mas por que este súbito interesse em encontrar Kate novamente? — perguntou sua irmã.

Nicholas franziu o cenho.

— Não estou, ou melhor, não estava esperando vê-la novamente, mas o fato de encontrar esta pessoa tão parecida me fez perceber que ainda sinto algo por Kate. Fiquei frustrado quando descobri que não era ela.

— Isso quer dizer que você ainda gosta dela?

— Não sei, faz dez anos que não a vejo. Gostaria de encontrá-la novamente.

— Então a procure, quem sabe ela ainda está solteira.

Mais tarde, depois que todos foram embora, Nicholas ficou pensando se tinha algum sentido ele ir atrás de Kate. Ele sabia por onde começar, mas sabia que era provável que pudesse encontrar uma Kate totalmente diferente daquela que ele imaginava, talvez se arrependesse de tentar. Também não seria uma tarefa muito fácil, pois precisaria viajar até São Francisco em busca de informações para começar a busca.

Primeiro capítulo – Não quero perder você

gentle hugs

Passaram-se três anos desde o casamento de John e Louise, eles viviam felizes e até já faziam planos para uma nova gravidez. Era mês de setembro, Sarah estava prestes a completar três anos e Louise já começava os preparativos para a festa de aniversário.

Jennifer e Phil haviam se casado dois anos atrás no mês de janeiro, assim como foi também o casamento de John e Louise. A mãe de John continuava vivendo com Jennifer, mas a diferença é que agora seu marido Phil também fazia companhia para as duas. Ele conseguiu emprego em Berkeley e após o casamento preferiram morar todos juntos para que Mary, a mãe de Jennifer, não ficasse sozinha.

Desde o dia em que John contou a Richard que Louise, sua futura esposa, era a mesma prostituta com quem ele havia saído, nunca mais os dois se falaram, aliás, depois daquele dia os dois nunca mais nem ao menos se viram.

Como prometido, John tentava encontrar um homem bom com quem Stephany pudesse se casar, já havia lhe apresentado alguns homens, mas nenhum deles a agradou a ponto de ela pelo menos tentar um relacionamento. No entanto, Stephany tinha deixado de sair com vários homens, como fazia na época que tinha um caso com John. Na verdade, tinha ficado muito desapontada em ter perdido John para sua própria irmã. Mas Stephany precisava aceitar aquilo, pois não havia o que fazer.

Em uma noite em que Stephany estava passando o final de semana na casa de sua irmã, John levantou-se por volta das duas da madrugada para ir ao banheiro, estava quase estourando e não aguentaria ficar na cama até o dia amanhecer. Quando já estava aliviado e saía em direção ao seu quarto, deu de cara com Stephany apenas de camisola no corredor, ela então a abriu e mostrou seu corpo nu para John na tentativa de seduzi-lo.

— O que está querendo, Stephany? Você não respeita sua irmã? Se fizer isso de novo conto para Louise e tenho certeza que ela nunca mais lhe deixará pôr os pés aqui em casa, vista-se e volte a dormir.

— Desculpe-me, John. Foi um momento de fraqueza, tenho saudades do tempo em que saíamos juntos. De quando fazíamos sexo loucamente.

— Eu também gostava das suas loucuras, mas agora estou casado e não existe a menor hipótese de que eu traia Louise.

John voltou para a cama e percebeu que Louise estava dormindo.

“Ainda bem”, pensou ele. Se Louise visse aquela cena poderia entender tudo errado e aconteceria uma discussão entre os dois. E ele não gostava de discutir com Louise, mesmo nos casos em que ele estava com a razão.

John deitou-se na cama e por um breve momento a imagem do corpo nu de Stephany veio em sua mente. Era inegável que ainda tinha um corpo muito bonito e que os momentos que os dois passaram juntos foram muito bons, mas aquilo fazia parte do passado. Nada no mundo seria capaz de fazer com que ele traísse Louise, ainda mais com sua própria irmã.

No domingo pela manhã John acordou cedo, como de costume, e preparou o café, logo em seguida todos estavam de pé, inclusive Sarah, que não costumava dormir até tarde, pois precisava acordar cedo todos os dias para ir à escola.

— Bom dia.

— Bom dia, papai.

— Bom dia meu amor.

— Bom dia, John.

— O café está servido, apenas peço que não demorem muito, porque temos que ir à igreja. Você vai conosco, Stephany?

— Não costumo frequentar a igreja em São Francisco, mas vou com vocês sim.

— Ótimo — disse John.

Logo que tomaram café todos se trocaram e foram para a igreja, que ficava ali bem próxima da casa dos Sasters. Ao caminharem pela rua também encontraram Mary, sua mãe; Jennifer, sua irmã; e Phil, o seu cunhado. Sentaram-se no banco da frente, como de costume.

Stephany nunca tinha ido até aquela igreja, por isso prestava mais atenção no que tinha a sua volta do que na própria celebração. Foi assim que viu um homem, de aproximadamente quarenta anos, ao lado de duas crianças entre dez e doze anos. Depois de terminada a celebração Stephany perguntou a John.

— John, quem é aquele homem que estava sem a esposa e tinha duas crianças a seu lado? Ele estava sentado do outro lado, na mesma direção em que nós estávamos.

— Acredito que se refere ao Terry, ele não estava sem a esposa. Na verdade, a esposa dele faleceu há dois anos, agora ele vive apenas com seus dois filhos. Mas por que a pergunta?

— Fiquei interessada por ele, gostaria de poder conversar com ele.

— Semana que vem é aniversário da Sarah e ele é nosso convidado, se você quiser eu posso apresentá-los durante a festa.

— Você faria isso?

— É claro, não me esqueci da promessa que fiz de arranjar alguém para você. Se for o Terry, você terá um marido excelente, mas não esqueça que ele já tem dois filhos.

— Você sabe que eu não posso ter filhos, então não posso exigir um marido que não tenha filhos, porque eu não poderei dar um filho a ele. Também não posso exigir um homem jovem, pois já tenho trinta e quatro anos.

— Então combinado. No sábado eu lhe apresento ao Terry.

A semana passou e chegou o dia do aniversário. Louise e Stephany terminavam de enfeitar tudo enquanto John providenciava a comida e a bebida. Mary e Jennifer ficaram responsáveis por cuidar de Sarah, e quando chegou a hora combinada trouxeram-na para casa.

Quando estava terminando os enfeites Louise sentiu um mal-estar, mas logo passou. Nem deu muita importância para aquilo.

Logo os convidados começaram a chegar e as crianças brincavam pelo jardim.

A festa estava muito alegre e chegou o momento de cantar os parabéns. Sarah parecia uma princesinha. John pediu a palavra e agradeceu a todos os presentes.

— Quero agradecer a todos os meus parentes e amigos pela presença, a alegria está presente em minha casa e estou muito feliz em compartilhar este momento com vocês.

Toda a vizinhança e os amigos da família estavam presentes, inclusive Terry e seus filhos.

Depois que o bolo foi servido John foi até Terry e disse o seguinte.

— Como vai amigo?

— Tenho levado a vida como posso, já faz dois anos que tudo aconteceu, mas parece que foi ontem.

— Imagino como deve ser difícil para vocês, não imagino isso acontecendo comigo, acredito que não suportaria. Não sei o que seria de mim se Louise se fosse para sempre. Mas mudando de assunto, quero lhe dizer uma coisa…

— Então pode dizer.

— Está vendo aquela mulher bonita que está com a Sarah no colo?

— Sim. Realmente é uma mulher bonita, mas o que isso tem a ver comigo?

— Ela se chama Stephany, é minha cunhada e está interessada em você.

— Interessada em mim! Como você sabe?

— Ela me disse e me pediu para conversar com você. Já posso lhe adiantar que ela não pode ter filhos. Tem trinta e quatro anos e nunca foi casada.

— É, não estou procurando esposa, mas o perfil dela me interessa. Pode apresentá-la a mim agora?

— Sim, é claro. Vou chamá-la.

— Terry, esta é minha cunhada, Stephany. Stephany este é meu amigo, Terry. Agora vou deixar os dois para que possam conversar mais à vontade.

— Onde você trabalha Terry?

— Trabalho em uma empresa de comunicação. E você?

— Eu trabalho na mesma empresa onde John trabalhava antes de se mudar para cá. É uma empresa de Consultoria em Recursos Humanos e eu sou responsável pelo setor de RH. Estou nesta empresa há doze anos.

— Nossa! Você deve ser muito eficiente. Mas mudando de assunto, John me disse que você nunca foi casada. Existe uma explicação para uma mulher bonita como você continuar solteira até hoje?

— Sim. Eu não posso ter filhos. Por isso nunca consegui me casar.

— E como você descobriu isso?

— Aprendi com minha irmã que devemos dizer sempre a verdade. Você quer saber a verdade mesmo?

— Sim. Me conte como aconteceu isso.

— Sofri um estupro quando tinha vinte anos, tentei fazer um aborto e acabei perdendo o útero depois de uma infecção.

— Como assim, quem lhe estuprou?

— Meu padrasto, mas isso já faz tanto tempo que prefiro nem falar muito sobre o assunto.

— Entendo, deve ter sido muito difícil para você, passar por um estupro e ainda como consequência não poder mais ter filhos.

— Parece que você tem dois filhos?

— Sim, um menino de nove e uma menina de doze anos. Minha esposa Amy faleceu há dois anos e desde então a responsabilidade pela criação dos dois é toda minha.

— Não gostaria de dividir essa responsabilidade com alguém?  — disse Stephany pegando na mão de Terry.

— Eu amava minha esposa, mas sei que não posso continuar sozinho para sempre. Mas não acha que está andando muito rápido com as coisas?

— Me desculpe. Sou meio desastrada com os homens. Talvez seja por isso que ainda estou sozinha.

Apesar de dizer isso, Terry havia ficado interessado por Stephany.

— Gostaria de sair comigo nesta noite?

— Adoraria.

— Ótimo, te pego aqui às vinte horas.

— Combinado então.

— E aí Stephany, como foi a conversa com Terry?

— Foi ótima, parece que ele ficou interessado em mim da mesma maneira que eu me interessei por ele, vai passar aqui às vinte horas para sairmos.

— Ainda bem que vocês se entenderam, quem sabe ainda ficam juntos.

Depois que a festa acabou Stephany ajudou os dois a juntarem parte da bagunça que ficou espalhada pelo gramado. Então John disse o seguinte.

— Stephany. Já é tarde, pode deixar que terminamos de arrumar tudo, logo Terry passará aqui para te pegar.

— Não posso perder este encontro de jeito nenhum. Vou me arrumar sim.

— Então você está arranjando um casamento para minha irmã?

— Sim. Apresentei ela ao Terry. O que você acha disso?

— Ele parece ser um homem bom. Além disso, é viúvo e já tem dois filhos. Dificilmente ela conseguirá um homem que seja solteiro e que não tenha filhos. Não sei se Stephany saberia como lidar com os filhos dele, mas não custa nada tentar.

— É o que eu penso, mas se ela realmente quer arranjar um marido, terá que aceitar tudo isso.

Depois de algum tempo, quando os dois estavam terminando de arrumar tudo, Terry encostou o carro na frente do jardim.

— Vou ver se Stephany já está pronta — disse Louise.

— Boa noite, John.

— Boa noite, Terry. Louise foi ver se Stephany já está pronta.

— Estou ansioso para sairmos, quero conhecê-la melhor.

— Não vai precisar esperar mais, olhe quem está vindo.

— Nossa! Como você está linda Stephany.

— Você também Terry. Não me disse aonde vamos, por isso vesti a melhor roupa que tinha aqui.

— Tenho certeza que será a mulher mais linda do restaurante aonde vamos. Então podemos ir?

— Sim, é claro.

— Cuide de minha irmã, ouviu Terry.

— Pode deixar, antes de amanhecer trago ela de volta — disse ele com um sorriso.

— Tenho a impressão que eles vão se dar bem, parece que Terry ficou bastante interessado nela.

— Stephany é muito bonita, puxou a irmã.

— E pensar que você quase se casou com ela, a minha sorte foi você ter desistido na última hora.

— Na verdade eu desisti quando descobri que ela era prostituta.

— Mas eu também era.

— Sim, mas eu te amava, mas eu nunca amei Stephany, o que existia entre nós era apenas sexo.

— Não acha que o passado de Stephany pode estragar um possível relacionamento entre eles?

— Talvez, vai depender de como ela vai contar sobre o passado dela.

— Papai, todas as crianças já foram embora.

— A mamãe já vai lhe dar banho, acabamos de arrumar a bagunça.

Neste instante Terry e Stephany chegaram ao restaurante onde ele tinha feito as reservas.

— Nossa! Que lugar lindo!

— É um dos melhores restaurantes de Berkeley, acredito que irá gostar do local.

Ao entrarem, o recepcionista os levou até a mesa que estava reservada, em seguida o garçom apresentou o menu.

— Gostariam de fazer o pedido?

— Stephany, você me acompanha com um vinho?

— Sim, pode ser.

— Então me traga o melhor vinho que vocês têm aqui.

— Agora me conte mais sobre você. Como foi a sua infância?

— Eu e minha irmã Louise vivíamos com nossos pais em São Francisco, éramos uma família feliz. Não tínhamos muito dinheiro, mas tudo ia bem até nosso pai falecer. Ele era bastante jovem quando faleceu, por isso nossa mãe resolveu se casar novamente. Nosso padrasto era um homem que bebia muito, nós duas não gostávamos dele. Até que um dia ele chegou em casa bêbado, estávamos apenas nós duas em casa, ele entrou em meu quarto e me estuprou. Louise tentou me defender, mas ele a ameaçou e por sorte não fez o mesmo com ela. Contamos a mamãe, mas ela não acreditou na história. Achou que era tudo invenção por não gostarmos dele. No entanto, pouco tempo depois descobri que estava grávida, eu não tinha namorado, por isso tinha certeza de que estava grávida em decorrência daquele estupro. Me sentia suja, jamais teria aquela criança. Procurei ajuda e não consegui, foi então que resolvi fazer um aborto por conta própria. Tomei alguns remédios e logo em seguida comecei a passar mal. Fui levada para o hospital e depois de uma infecção acabei perdendo meu útero. Pouco depois disso nossa mãe faleceu e então nós duas saímos de casa, fomos morar em um apartamento.

— E depois disso, como foi sua vida?

— Como eu disse, trabalho há doze anos naquela empresa, neste período tive vários namorados, mas nunca ficavam comigo. Quando sabiam a verdade, que eu não podia ter filhos, eles me abandonavam. Antes que você me pergunte sobre isso, eu prefiro dizer. Já saí com homens apenas por sexo, cansei de ser humilhada, mas saiba que nunca perdi a esperança de encontrar um homem como você.

Terry tomou mais um gole de vinho antes de dizer o que pensava sobre tudo aquilo.

— Você não precisava me dizer tudo isso, saiba que eu não esperava que você fosse uma moça virgem. Mas gosto de sua sinceridade.

— Mas agora me fale sobre você, o que aconteceu com sua esposa?

— A aproximadamente quatro anos atrás ela começou a sentir alguns problemas, fomos ao médico e descobrimos que ela tinha um problema sério no coração, sua única chance seria realizar um transplante. Antes que isso fosse possível ela acabou piorando e faleceu dois anos atrás. Foi muito difícil para mim e principalmente para nossos filhos. Estávamos casados a treze anos, nos conhecemos na faculdade, Amy foi minha primeira namorada.

— Me fale um pouco de seus filhos, como eles são.

— Acho que ainda não falei o nome deles. Ele se chama Billy e ela se chama Lucy. Billy foi o que mais sentiu quando tudo aconteceu, na época ele tinha apenas sete anos. Lucy também sofreu bastante, mas já compreendia aquilo de maneira mais madura, apesar de ter apenas dez anos na época. Hoje os dois já nem falam mais muito sobre o assunto, Lucy um dia desses me perguntou se eu não ia arranjar uma namorada. Disse que não quer me ver sozinho para sempre. São duas crianças maravilhosas, tenho certeza que gostarão de você quando eu a apresentar.

— O que você quer dizer com isso?

— Quero dizer que vou levá-la até minha casa e apresentá-la a meus filhos. Eles estavam na festa hoje, mas ainda não lhe conhecem. Agora vamos pedir o jantar.

— Ótimo, estou com fome.

Logo depois do jantar Stephany disse o seguinte.

— Você sabe que eu moro em São Francisco, venho visitar minha irmã de vez em quando.

— Mas agora você tem motivo para vir aqui todas as semanas – disse Terry enquanto deslizou sua mão sobre a mão de Stephany.

Stephany realmente estava gostando daquilo, não queria criar expectativas, mas Terry parecia estar gostando dela também.

Os dois saíram do restaurante de mãos dadas e entraram no carro de Terry. Se fosse em outros tempos ela pediria para que ele a levasse para o motel mais próximo, mas Stephany não queria estragar tudo. Estava querendo arranjar um marido, não apenas mais um caso.

— Podemos ir para casa agora?

— Sim, mas me prometa que voltará para Berkeley na próxima semana. Quero que almoce em minha casa e conheça meus filhos.

— Tudo bem. Mas me diga uma coisa. Isso quer dizer que estamos namorando?

— Sim. Se depender de mim estamos.

— Então pode ter certeza que virei no próximo sábado.

Terry encostou o carro em frente à casa de John e por um momento pensou em beijar Stephany, mas acreditou que era muito cedo para isso. Talvez no próximo encontro faria isso.

— Então até sábado, Stephany.

— Gostei muito de nosso encontro, até sábado Terry.

Primeiro capítulo – Onde está você, meu amor?

sensuality

Era primavera daquele ano de 2005, o verde intenso das folhas e a beleza das flores deixavam no ar aquela sensação de que já era realmente a estação do amor, do romantismo.

Tudo exalava amor, menos a vida de John Sasters, que continuava um tédio, e pelo que tudo indicava acabaria mais um ano assim, sem encontrar um grande amor.

John Sasters estava com vinte e seis anos e vivia sozinho em um apartamento no segundo andar, em um condomínio da região sul da cidade. Ali era seu refúgio, raramente recebia visitas. Saiu de casa ainda jovem para estudar e como não tinha parentes na cidade acostumou-se com a ideia de viver só. A única visita constante que recebia era da diarista que limpava seu apartamento duas vezes por semana.

John trabalhava em um escritório que ficava no segundo andar de um dos prédios do centro financeiro de São Francisco. Ali foi seu primeiro emprego logo após concluir a faculdade de Administração na Universidade Estadual de São Francisco. Aliás, foi ali, nesta mesma empresa, durante o estágio da faculdade que John conheceu Richard Tasly, que acabou se tornando seu melhor amigo.

Richard Tasly havia se casado há apenas quatro anos e, inclusive, já era pai de um menino. Casou-se com Catherine, que era formada em medicina e trabalhava em uma clínica que ganhou de seu pai logo após a formatura.

John não tinha inveja de seu amigo e muito menos da vida que ele tinha, mas gostaria de encontrar alguém que pudesse amar, alguém com quem pudesse compartilhar sua vida. Não queria apenas sexo, isso era fácil de encontrar e, embora contra seus gostos, até hoje John só havia conseguido sexo desta maneira. Algumas vezes saiu com mulheres deslumbrantes, mas John sabia que aquele tipo de mulher só servia para sexo e mais nada. Por mais que fossem carinhosas e companheiras, isso fazia parte do seu trabalho, ou seja, estavam recebendo por isso.

John tinha se tornado um homem muito atraente, e apesar de sua pele clara e 1,80 de altura ainda não havia tido uma única namorada sequer. Isso já começava a virar um problema na vida de John Sasters. Não por causa do que os outros pensavam, mas porque ele mesmo já não se sentia bem com aquela situação.

—————

Em uma tarde de sábado John saiu dar uma volta logo após o almoço, vagou pelas ruas de São Francisco com seu carro sem destino certo. Perdeu a noção do tempo e como estava muito longe de casa foi obrigado a parar em uma lanchonete para comprar água ou qualquer outra coisa para saciar sua sede. John não tomava nada de bebida alcoólica, principalmente por causa dos traumas sofridos durante a infância. Seu pai sempre passava dos limites e brigava com sua mãe, essa era a rotina dos finais de semana em família.

Jurou para si mesmo que jamais beberia e se um dia tivesse uma esposa iria tratá-la com todo o carinho que uma mulher merece.

Logo que entrou naquela lanchonete John viu uma imagem que o deixou totalmente desconcertado, era uma linda moça que estava sentada à mesa da lanchonete e parecia beber algo, pela aparência deveria ser água. Aliás, isso foi o que menos chamou a atenção de John. Seus lindos olhos verdes eram como duas esmeraldas brilhantes, os lábios carnudos eram provocantes, sua pele clara e seu corpo perfeito quase o fizeram esbarrar na mesa que estava ao lado.

O local estava bastante movimentado, então John sentou-se do outro lado e ficou a observar a beleza da moça. Ele sentia algo que nunca antes havia sentido. Não conseguia nem ao menos desviar seu olhar, até mesmo esqueceu-se da sua sede. Olhava insistentemente para a moça, no entanto ela nem ao menos notou a sua presença na lanchonete.

Pediu à garçonete que lhe trouxesse um refrigerante de limão e continuou a observar a beleza da moça.

Quando John se dirigiu ao caixa havia uma pequena fila e, por um breve momento, perdeu sua atenção enquanto pagava a conta. Sua intenção era de logo em seguida se aproximar da moça e perguntar qual seu nome e, se possível, conhecê-la um pouco mais.

Para a grande surpresa de John, assim que concluiu o pagamento e retomou a atenção, percebeu que a moça já não estava mais no local. Por um momento pensou que ela tivesse ido ao toalete, aguardou alguns minutos e, como não retornara, perguntou aos que estavam próximos de sua mesa.

— Com licença, vocês viram onde foi aquela moça que estava sentada aqui?

— Foi embora tem alguns minutos — responderam-no.

— Obrigado! — disse John ainda incrédulo com o que acabara de ouvir.

“Obviamente que ela já tinha pagado a conta anteriormente”, pensou ele.

John correu até a calçada e olhou em todas as direções com a ilusão de que conseguiria avistá-la. Não passou de ilusão. Retornou ao interior da lanchonete e perguntou novamente aos que estavam próximos da mesa sobre a moça que estava sentada.

— Desculpe incomodar novamente, vocês conhecem aquela moça que estava sentada aqui? — perguntou John.

— Não conhecemos — responderam-no.

— Obrigado — disse John desapontado.

Foi até ao caixa e perguntou para a moça que estava atendendo.

— Com licença, você conhece aquela moça que estava sentada ali, naquela mesa?

— Me desculpe senhor, não conheço, mas acredito que é a primeira vez que veio aqui — respondeu a moça do caixa.

— Obrigado — respondeu ele.

John pegou seu carro e andou pelas avenidas da cidade na expectativa de que encontraria a moça. No entanto, a única coisa que conseguiu foi ficar sem combustível, por sorte estava bem em frente a um posto de gasolina.

Definitivamente, aquele não foi um dia muito bom para ele.